O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, acusou a Fifa de chantagem e negou apoio a Gianni Infantino, presidente da entidade. Em declarações divulgadas nesta terça-feira, ele afirmou que, ao tentar resolver problemas da federação jordaniana, recebeu uma resposta que classificou como chantagem.
“Não há poucos problemas em relação à Fifa. Deixe-me começar esclarecendo alguns do ponto de vista de uma federação nacional, em particular o da Jordânia indo para uma Copa do Mundo pela primeira vez”, disse Ali Bin Al Hussein. Ele destacou que o país é pequeno e tem orçamento mínimo para a federação, o que tornou os obstáculos ainda maiores.
Entre os problemas citados, estão a dificuldade de levar torcedores aos Estados Unidos, com vistos negados mesmo para quem tinha ingressos, e os preços elevados das entradas. Outro ponto foi a cobrança de impostos pelo governo americano, por meio da Fifa, sobre a participação da seleção. “Dinheiro que deveria ir para jogadores e funcionários. Não foi o caso com aqueles que jogaram e ficaram instalados no Canadá e no México”, afirmou.
Ali Bin Al Hussein também reclamou do atraso no pagamento da premiação pela Copa Árabe no Catar, disputada em dezembro. Segundo ele, o valor pela chegada à final ainda não foi enviado, enquanto a Fifa divulga ter bilhões em reservas. Para o dirigente, o problema está na liderança da entidade.
“Por meses, a Fifa tem se recusado a nos ajudar em qualquer desses ou outros assuntos – até que me foi comunicado verbalmente durante a Copa do Mundo que, se eu apoiasse Infantino, haveria um grande caminho para ajudar nossa federação”, revelou. Ele completou: “Nós temos orgulho de, na Jordânia, defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda a situação equivale a chantagem e nos recusamos a ceder a isso.”