Notícias 9
Notícias e atualidadesAo vivo
Insights

Rússia ataca Kiev e causa megaincêndios; veja vídeos

Por Notícias 9 · · 3 min de leitura

Forças russas lançaram um ataque aéreo intenso contra Kiev na madrugada desta quarta-feira (5), destruindo infraestrutura logística civil em larga escala. A ação é uma resposta à campanha ucraniana contra centros semelhantes na Rússia.

O assessor presidencial Serhii Beskrestnov, conhecido como Flash, afirmou que "o inimigo começou uma nova fase da guerra de atrito, onde ele ataca de tudo". Pelo menos uma pessoa morreu, e equipes seguem em busca de desaparecidos e no resgate de feridos.

O ataque começou logo após a meia-noite e continuava ao longo da madrugada, com o emprego de ao menos 30 mísseis balísticos e centenas de drones. Os mísseis aproveitam a escassez de interceptadores para os dez sistemas americanos Patriot à disposição de Volodimir Zelenski, únicos capazes de tentar barrar essa ameaça, enquanto os drones saturam as defesas antiaéreas de baixa altitude.

Imagens divulgadas em redes sociais mostraram incêndios colossais na paisagem noturna. Um bairro chegou a entrar em alerta pelo vazamento de amônia em uma indústria, sem consequências ao fim. Um grande centro logístico da empresa de varejo digital Rozeska foi atingido e pegou fogo. Um ataque direto destruiu completamente o shopping Epitsentr, o maior de Kiev para artigos de casa e construção. Depósitos da NP, líder do mercado de entregas expressas, e da rede de supermercados Novus também foram alvejados.

Algumas imagens sugerem o uso de ogivas de fragmentação, provavelmente explodidas a partir de mísseis balísticos do modelo Iskander-M. Essas armas são condenadas por diversos países pela destruição indiscriminada e por deixar explosivos no solo, mas Rússia e Ucrânia não as vetam e já as empregaram na guerra.

A ofensiva russa responde à campanha iniciada em 18 de julho pela Ucrânia contra centros logísticos da Wildberries, a maior varejista online russa, conhecida como a "Amazon russa". Unidades de distribuição foram atingidas ou destruídas, causando caos no sistema de entregas na Rússia e pressionando Putin entre apoiadores de classe média que usam esse tipo de serviço.

A ação ucraniana foi expandida contra outras duas empresas nesta terça, com um depósito de uma distribuidora na região de Moscou destruído num ataque com drones que matou cinco pessoas. A sequência de ataques afetou a avaliação popular de Putin, que segue acima de 70% segundo sondagens independentes, mas abaixo dos mais de 80% de aprovação usuais.

O presidente russo já lidava com danos causados por ataques às refinarias, que provocaram desabastecimento e medidas de emergência como racionamento de combustível e veto à exportação de gasolina e diesel. Zelenski também mirou o comércio graneleiro russo no mar Negro, atingindo mais de cem embarcações ligadas à Rússia.

Putin respondeu bombardeando sistematicamente navios e infraestrutura portuária ucraniana. A perda de capacidade exportadora da Ucrânia, cuja economia tem nos grãos sua maior fonte de renda, ultrapassa os 30%. Os russos tiveram de redirecionar parte do comércio para outras saídas portuárias. Nesta terça, a empresa Fesco, subsidiária da gigante nuclear Rosatom que teve um navio afundado no sábado (1), parou suas operações no mar Negro.

Zelenski conta com a escalada para tentar forçar os russos a voltar à mesa de negociação, processo interrompido desde que a mediação americana de Donald Trump foi suspensa devido à guerra no Irã. Na segunda (3), o ucraniano afirmou que trabalhava para encerrar o conflito até o começo do inverno no Hemisfério Norte, no fim de dezembro.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Mais notícias