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PF: Senador tentou interferir em investigação no STJ

Por Notícias 9 · · 2 min de leitura
PF: Senador tentou interferir em investigação no STJ
senador weverton rocha

PF aponta suspeita de interferência de senador em investigação no Maranhão

A Polícia Federal informou que encontrou comunicações repetidas entre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, durante o período em que o magistrado foi relator de uma investigação sobre um homicídio em São Luís.

A PF suspeita que o senador tentou interferir no inquérito, que apura se o crime tem relação com uma suposta cobrança de propina feita por Daniel Brandão, presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão e sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB).

O caso está agora com o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), por causa das suspeitas sobre Weverton. A informação sobre os contatos está em uma decisão de Dino tornada pública nesta sexta-feira (14). O senador e o ministro do STJ não se manifestaram até o momento.

As conversas foram localizadas pela PF após a análise do celular de Weverton, apreendido no ano passado em uma operação sobre desvios relacionados ao INSS. Segundo a PF, os contatos com Humberto Martins ocorreram entre 25 de janeiro de 2023 e 4 de outubro de 2025, por mensagens de texto, áudios, ligações e compartilhamento de mídias.

O órgão afirma que os diálogos tratavam de encontros pessoais e de processos sob relatoria do ministro. A PF também diz que havia uma relação de proximidade entre os dois, que ia além do contato formal. Em agosto do ano passado, houve um encontro no gabinete do magistrado.

Em um registro de 2 de junho do ano passado, o senador enviou um áudio após uma ligação de cerca de cinco minutos. Na mesma data, Martins determinou a transferência de Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior, condenado como executor do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, do presídio de Pedrinhas para Brasília. Gilbson foi condenado a 13 anos de prisão.

O inquérito no STJ apurava se o homicídio está ligado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão. Em novembro de 2025, o caso foi enviado ao STF. A PF também investiga se o crime tem relação com suspeitas de desvios de emendas parlamentares no Maranhão.

Carlos e Daniel Brandão não se manifestaram após serem procurados. Em declarações anteriores, o governador afirmou que os processos que enfrenta desde 2024 são baseados em “narrativas manipuladas” e surgiram após seu distanciamento de um grupo político. Daniel Brandão disse que repudia as tentativas de associar seu nome a crimes sem provas e que o condenado já negou qualquer relação dele com o caso.

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