A oposição no Senado afirma ter ao menos 30 votos contra a indicação de Jorge Messias para o STF. Para ser aprovado, o nome precisa de 41 votos dos 81 senadores.
Messias, atual advogado-geral da União, será sabatinado nesta quarta-feira (29) pela CCJ. A expectativa é que o plenário vote o nome no mesmo dia. Se aprovado, ele ocupará a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Na terça-feira (28), a oposição se reuniu para alinhar o voto. O grupo projeta de 30 a 35 votos contrários no plenário. O PL já anunciou que fechou questão contra Messias.
A base governista também se reuniu e mira um placar de 16 a 10 na CCJ. No colegiado, são necessários ao menos 14 votos para aprovação. No plenário, aliados do governo e o relator da indicação, Weverton Rocha (PDT-MA), estimam 45 votos favoráveis. Segundo o relator, a sabatina será “dura”, mas Messias tem votos suficientes.
Na CCJ, a oposição quer questionar Messias sobre temas como aborto, a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a atuação de ministros do STF.
Para vencer a resistência, o governo aposta no apoio do centrão e de parlamentares evangélicos. As votações na CCJ e no plenário são secretas, sem registro nominal de cada senador.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 20 de novembro do ano passado. O governo só enviou a mensagem com o nome ao Senado em 1° de abril, após avaliar que a resistência era menor. Nos últimos cinco meses, Messias buscou parlamentares, inclusive da oposição, para reunir apoio.
Antes cotado para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) manifestou apoio a Messias. O PSB divulgou nota de apoio ao AGU na terça-feira (28).
