30/05/2026
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Homem é agredido ao reclamar de som alto em igreja de SC

Homem é agredido ao reclamar de som alto em igreja de SC

Um homem de 43 anos afirmou ter sido agredido após reclamar do som alto de uma igreja em frente à sua casa, em Balneário Camboriú (SC). A Polícia Civil investiga o caso.

Tiago Alves disse que a discussão com outro homem começou no dia 18 de maio, quando foi até o templo incomodado com o barulho. Segundo a vítima, o homem mandou que ele voltasse para casa e parasse de reclamar. A discussão evoluiu para ameaças e agressões. Alves afirma ter levado ao menos quatro socos.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que ele cai no chão, recebe socos no rosto e é socorrido por pessoas que estavam no local. O suspeito é visto sendo levado para dentro da igreja. Alves, pai de uma criança autista de 9 anos, disse que só descobriu que o agressor era guarda municipal na delegacia.

Alves ficou inconsciente por alguns minutos e precisou levar seis pontos na boca. Ele afirma que o caso foi uma tentativa de homicídio e que a agressão causou danos físicos e psicológicos.

A Igreja Assembleia de Deus Missão Avivalista (ADMA) classificou a agressão como um fato isolado. A igreja afirmou que espera que a investigação criminal seja técnica e imparcial para apontar os responsáveis.

A Guarda Municipal e a Prefeitura de Balneário Camboriú não responderam aos contatos da reportagem. A Polícia Civil informou que aguarda um laudo pericial complementar para realizar as oitivas.

O conflito entre Alves e a igreja dura mais de quatro anos. Ele disse que já registrou mais de 17 boletins de ocorrência contra o templo e que houve ao menos três tentativas frustradas de acordo. Em março de 2025, o Ministério Público apresentou uma denúncia contra a igreja.

A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú. A Justiça citou a quantidade de denúncias e entendeu que havia indícios de autoria e materialidade do crime, com base em boletins, vídeos e um laudo que apontou ruídos acima do limite permitido.

O MP também obteve uma medida cautelar que determinava isolamento acústico no templo, sob pena de multa de R$ 50 mil. O Ministério Público afirmou que a instituição promoveu medidas de regularização acústica. A igreja reiterou que todas as adequações foram realizadas e a documentação foi apresentada no processo.

Alves questiona os ajustes e afirma que o som voltou a um patamar ilegal nos últimos meses. Ele disse que precisa circular de carro com o filho autista por até três horas durante os cultos para evitar que a criança tenha um pico de estresse.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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