O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, abriu o 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer de Agentes de Economia Popular e Solidária, em Brasília. O evento ocorre até o dia 27 de maio e reúne agentes territoriais de todo o país.
Na abertura, Boulos estava ao lado do secretário nacional de Economia Solidária, Fernando Zamban, e do ex-secretário Gilberto Carvalho. Em seu discurso, o ministro destacou o papel dos agentes territoriais na aproximação entre o governo e a população.
“Conexão com o povo a gente faz no dia a dia, a gente faz do olho no olho. A comunicação é importante, a rede digital é importante, mas não tem nada, nada que substitua o olho no olho, o toque, o pé no barro, o bater na porta de alguém, o subir o morro na comunidade, o estar perto do povo”, afirmou Boulos. Ele completou dizendo que um governo que age assim “erra menos”, “mobiliza mais a sociedade” e “aprofunda a democracia”.
O encontro tem como objetivo debater os desafios e as potencialidades da economia popular e solidária nos territórios onde o programa atua. As discussões consideram o contexto político atual e as prioridades do governo para o setor.
O Programa Paul Singer busca fortalecer a economia popular e solidária no Brasil. Ele apoia empreendimentos que funcionam com base em autogestão, cooperação, sustentabilidade e inclusão social. Os agentes territoriais trabalham diretamente nas comunidades, identificando necessidades locais e incentivando iniciativas que gerem trabalho e renda, principalmente para grupos historicamente excluídos da economia formal.
O programa já selecionou e formou 500 agentes territoriais e 54 coordenadores estaduais, sendo dois por estado. Essa estrutura criou uma rede de atuação em todo o país. A formação foi viabilizada por uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária e a Fundacentro. A previsão é expandir o número de agentes para 1.000.
