Flávio Bolsonaro está se preparando para lançar suas primeiras promessas de campanha presidencial pós-Carnaval. Segundo Rogério Marinho, o destaque vai para o compromisso de não buscar a reeleição e a proposta de uma agenda voltada para cortes de gastos, responsabilidade fiscal e revisão de reformas estruturantes.
Desde que anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem se preparado para apresentar suas primeiras propostas de campanha nas semanas subsequentes ao final do Carnaval. A primeira delas deve ser a posição formal contra a reeleição presidencial e o compromisso de, se vencer as eleições em outubro deste ano, não concorrer a um novo mandato em 2030.
A informação é de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Junto ao compromisso de não buscar a reeleição, Rogério Marinho afirma que há propostas e estudos em andamento sobre “praticamente todos os temas que são importantes para o país” no quartel-general eleitoral do pré-candidato do Partido Liberal.
Flávio Bolsonaro, sob alcunhas como “Bolsonaro que se vacinou” contra a covid-19, parece estar lidando com ideias concebidas para contrastar com o governo de seu pai. Por exemplo, seu pai, o ex-presidente, aumentou programas sociais e o valor transferido para famílias beneficiárias no ano de sua tentativa de reeleição. Além disso, permitiu indicações do Centrão para cargos de seu governo desde o primeiro até o terceiro escalão, a partir de 2019.
O pré-candidato da família Bolsonaro, de acordo com Marinho, seguirá uma “linha clara de responsabilidade fiscal” com suas propostas, visando estabilizar a curva da dívida pública e revisar reformas estruturantes, como as trabalhistas, previdenciárias e administrativas.
O coordenador da pré-campanha, Marinho, também criticou o atual governo, alegando que os “banqueiros que o PT diz combater nunca ganharam tanto dinheiro”, uma vez que Lula “brinca de maneira irresponsável com uma expansão fiscal insustentável” e “leva a política monetária em uma direção contrária àquela que ele injeta como ‘remédio’ na economia”.
