
Com a aproximação das eleições presidenciais de 2026, partidos e lideranças políticas começam a consolidar seus projetos para a disputa pelo Palácio do Planalto. Atualmente, há 12 pré-candidatos apontados pelos partidos e outro que busca sua candidatura em uma disputa interna na legenda. Os nomes que vão de fato disputar o comando do País só serão oficializados após as convenções partidárias, que se iniciam em 20 de julho. O prazo de registro de candidaturas vai até 15 de agosto, véspera do início da campanha eleitoral.
O atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é pré-candidato à reeleição em 2026 pelo PT. Nascido em Garanhuns (PE), migrou com sua família para São Paulo ainda na infância. Na cidade, tornou-se metalúrgico e líder sindical, com papel central nas greves de 1978 a 1980 no ABC paulista. Lula foi uma das principais figuras na criação do PT durante a redemocratização. Após perder as eleições de 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente e governou o País de 2003 a 2010. Eleito novamente em 2022, exerce seu terceiro mandato até o final de 2026. Em 2018, no âmbito da operação Lava-Jato, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, chegando a ficar preso por 580 dias. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, em 2021, todas as condenações por considerar parcialidade no processo.
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é atualmente senador pelo Rio de Janeiro. O Partido Liberal (PL) o escolheu como pré-candidato após o pai se tornar inelegível pela condenação do golpe de 8 de janeiro. Flávio foi deputado estadual do Rio de 2003 a 2019, sendo eleito quatro vezes. Em 2018, foi eleito para o Senado com 4.380.418 votos. Ele perdeu pontos nas pesquisas após ter áudios vazados expondo sua negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Augusto Cury é psiquiatra, professor e escritor, conhecido por livros de autoajuda e o romance "O Vendedor de Sonhos". Nascido em Colina (SP), lançou sua pré-candidatura pelo Avante no começo de 2026, com discurso antipolarização. Cabo Daciolo, bombeiro militar da reserva e pastor evangélico, é pré-candidato pelo Mobiliza. Sua única vitória eleitoral foi em 2014, para a Assembleia Legislativa do Rio. Ele ficou conhecido em 2018 ao ser candidato à presidência, obtendo 1.348.323 votos.
Edmilson Costa, secretário-geral do PCB, é doutor em economia e professor. Membro do partido desde 1970, foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2008. Hertz Dias, professor e rapper, é pré-candidato pelo PSTU. Em 2022, concorreu ao governo do Maranhão e obteve 5.191 votos. Renan Santos, fundador do MBL, é pré-candidato pelo partido Missão. Esta será a primeira vez que concorrerá a um cargo eletivo. Ele afirma se opor tanto ao bolsonarismo quanto ao petismo.
Romeu Zema, formado em administração pela FGV, foi governador de Minas Gerais por dois mandatos. Deixou o cargo em abril de 2026 para disputar a presidência pelo Novo. Ele se alinha ao bolsonarismo, mas passou a criticar Flávio Bolsonaro após a revelação de áudios. Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, é pré-candidato pelo PSD. Esta será sua segunda eleição para presidente, após concorrer em 1989. Ele é membro de uma família do agronegócio, com patrimônio declarado de R$ 24,8 milhões.
Rui Costa Pimenta, jornalista e presidente do PCO, foi um dos fundadores do PT, sendo expulso em 1995. Já foi candidato à presidência em 2002, 2010 e 2014. Samara Martins, dentista e ativista, é pré-candidata pela UP. Ela foi candidata à vice-presidência em 2022 na chapa de Leonardo Péricles. Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, foi anunciado pelo Democracia Cristã (DC) como pré-candidato. Seu nome está em um imbróglio judicial após a destituição de Aldo Rebelo como pré-candidato. Aldo Rebelo, ex-deputado federal e ex-ministro, tenta se viabilizar pelo DC, mas não tem apoio do comando da legenda. Ele foi expulso do partido, mas conseguiu na Justiça sua reintegração.