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Polícia liga Shimada a tráfico e fraude do INSS em SP

Por Notícias 9 · · 2 min de leitura
Polícia liga Shimada a tráfico e fraude do INSS em SP
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Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada comandava uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. O esquema estaria conectado a uma cadeia de empresas envolvidas na fraude do INSS e na operação Carbono Oculto, que mirou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no ramo de combustíveis.

O caso, batizado de Operação Saturno, foi remetido à Justiça Federal em maio por “possível conexão probatória com investigações federais já em andamento”. As descobertas foram encaminhadas à PF (Polícia Federal) e fazem parte da operação desta sexta-feira que prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de Shimada, que está foragido.

A defesa de Shimada disse que deve se pronunciar mais tarde. Na quarta-feira, dois dias antes da operação, ambos foram alvo de sanções do governo dos Estados Unidos sob a alegação de que operam um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

A apuração que conecta Shimada a outras investigações começou em 2024 a partir da prisão de Alexsandro Freitas Faria, o “Leko”, com quem policiais apreenderam cerca de R$ 100 mil em espécie. Uma perícia no celular dele apontou, segundo a Polícia Civil, uma rede de lavagem de dinheiro com transações entre pessoas físicas e jurídicas.

O nome de Shimada apareceu a partir do cruzamento de dados armazenados no celular de Leko com outras investigações. A primeira ligação envolveu a Wave Intermediações, alvo de operação do Gaeco num inquérito que apura desvios no patrocínio da VaideBet ao Corinthians.

As investigações ligaram Shimada ao comando da Wave Intermediações e a conectaram à Victory Trading, uma microempresa que ele fundou em 2021. A Victory alterou seu capital social de R$ 110 mil para R$ 30 milhões. De novembro de 2023 a março de 2024, a empresa recebeu R$ 25 milhões da Wave Intermediações.

O relatório final sobre o caso diz que a atuação das empresas de Shimada se conecta também a cadeias de CNPJs envolvidos na fraude bilionária do INSS e à Operação Carbono Oculto. A conexão se dá por meio de contas “bolsão”, usadas para receber valores de origem criminosa ou ilícita.

O relatório final da CPMI do INSS cita a Victory e a Wave Intermediações como parte da teia para onde iam recursos desviados de aposentados e pensionistas. A investigação aponta o nome de Shimada como parte de um dos núcleos do esquema.

Esse grupo tem conexão com um outro núcleo que reúne empresas suspeitas de operar recursos oriundos da Arpar, ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O proprietário formal da Arpar, Rodrigo Moraes, foi preso em dezembro em outra investigação federal sobre o esquema.

O relatório final sobre a operação Saturno cita também uma ponte entre esse núcleo e a Wise Tech, que faz parte da teia de empresas investigadas na Carbono Oculto. Investigadores dizem haver conexão entre ela e um empresário envolvido na operação.

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