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Joesley quer bilhões da Vale por mina

Por Notícias 9 · · 2 min de leitura

E-mails vazados revelam uma visita de conselheiros da Vale a uma mina da J&F, empresa de Joesley Batista, e um jantar entre a diretoria da mineradora e os donos do grupo. O caso gerou polêmica no conselho da Vale.

Segundo informações, quatro anos após comprar o empreendimento, Joesley Batista, amigo do presidente Lula, quer vender a mina de volta para a Vale. A avaliação interna da mineradora indica que o negócio não compensa.

Após a visita ser revelada em um e-mail confidencial, a Vale divulgou comunicado negando a intenção de recompra. A J&F também negou a tentativa, mas ambas confirmaram a visita e a contratação do banco Citi para vender uma participação em Corumbá (MS).

Fontes da Vale, no entanto, confirmam a tentativa de Joesley e revelam o valor pretendido. O dono da J&F queria repassar a mina, comprada por US$ 1,2 bilhão em 2022, por US$ 4 bilhões. Outra opção discutida foi a venda de uma participação minoritária em uma joint venture por US$ 2 bilhões.

O negócio não foi adiante por ser considerado ruim pela diretoria da Vale. O comitê executivo entendeu que a taxa de retorno da mina não justifica o investimento. O CEO Gustavo Pimenta, que rejeitou a compra em 2026, foi quem vendeu a mina em 2022 quando era CFO.

No início de maio, o então chairman da Vale, Daniel Stieler, jantou com os irmãos Batista e outros conselheiros no Rio de Janeiro. No dia seguinte, parte do grupo visitou as minas do Sistema Centro-Oeste. Segundo fontes, a programação foi articulada por Stieler.

O conselheiro Manoel Lino Oliveira, conhecido como Ollie, disse em um e-mail que a visita mudou sua percepção sobre as minas. Ele destacou o “empreendedorismo fora do normal” e o “apetite para riscos” dos irmãos Batista.

A Vale enfrenta uma crise interna desde que a Previ destituiu Daniel Stieler e anunciou sua substituição por Ollie. A escolha final será definida em 22 de julho.

Procurada, a J&F reiterou que a LHG Mining, controladora do Sistema Centro-Oeste, “não está à venda”. A holding afirmou que buscou o Citi para uma eventual participação minoritária na empresa, devido à sua expansão. A J&F disse ter recebido a comitiva da Vale “a pedido” da empresa e descartou ter a mineradora como sócia por ser concorrente direta.

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