05/05/2026
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Durigan prevê déficit de R$ 10 bi nos Correios em 2026

Durigan prevê déficit de R$ 10 bi nos Correios em 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de segunda-feira, 4, que o resultado negativo dos Correios pode chegar a R$ 10 bilhões neste ano. Durante a conversa, o ministro reconheceu que a estatal enfrenta dificuldades, mas disse que a nova gestão trabalha para resolver a situação.

Segundo Durigan, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 4 bilhões em 2025 e a expectativa para 2026 é de um desempenho ainda pior. “É inegável, eles tiveram um resultado ruim, teve uma troca de gestão, o Emmanoel Rondon, que é o atual presidente dos Correios, apresentou um plano que é muito bom, que envolve uma série de medidas de cortar gasto, aprimorar receita, fazer parcerias internacionais, parcerias dentro do País”, declarou o ministro.

Durigan destacou que a estatal tem a obrigação de manter a universalidade dos serviços, entregando encomendas e notificações em todo o país, incluindo regiões remotas como a população ribeirinha no Amazonas. “Quando você fala com agentes privados, eles dizem que ‘a gente é mais eficiente que os Correios, mas eu não entrego notificação judicial para a população ribeirinha no Amazonas’. Não entrega, os Correios entregam”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de privatização, o ministro disse não ter problemas com essa alternativa, mas ressaltou que não a considera uma solução simples. “Também não acho que privatização seja saída fácil, porque para muita gente é ‘privatiza tudo’. Não privatizou nada, o presidente Lula acabou privatizando mais do que o governo anterior, ou fazendo concessão. Então, não acho que seja bala de prata também”, completou.

Por fim, Durigan avaliou que os Correios passam atualmente por uma reavaliação da cadeia logística. O ministro disse ser favorável à flexibilização da estatal, incluindo a possibilidade de joint ventures para áreas como armazenamento e entrega de medicamentos ou notificações judiciais. “Eu sou bem favorável à flexibilização”, concluiu.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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