Novak Djokovic estreia neste sábado no Masters 1000 de Cincinnati contra o argentino Thiago Tirante. O torneio, que já venceu três vezes, tem um significado especial na carreira do sérvio: foi o mais difícil de conquistar. O ex-número 1 do mundo só venceu pela primeira vez em Ohio após perder cinco decisões, quando já tinha 13 grand slams no currículo.
Djokovic é recordista de títulos de Masters 1000, com 40 conquistas. Foi em Cincinnati, em 15 de agosto de 2005, que ele fez seu primeiro jogo nesse nível. Na época, aos 18 anos e então 97º do ranking, o sérvio perdeu para o chileno Fernando González por 3/6, 7/6 e 6/4.
Em 2008, já como terceiro do mundo, alcançou a primeira final em Ohio. Na semifinal, interrompeu a sequência de 32 vitórias de Rafael Nadal. Na decisão, porém, foi superado por Andy Murray por duplo 7/6. No ano seguinte, Roger Federer venceu o sérvio na final por 6/1 e 7/5.
Djokovic voltou à decisão em 2011, já como líder do ranking. Murray vencia por 6/4 e 3/0 quando o sérvio abandonou machucado. Em 2012, novo vice para Federer, por 6/0 e 7/6. Em 2015, o suíço voltou a impedir o título do sérvio, vencendo por 7/6 e 6/3.
O sérvio ficou três anos sem disputar o torneio. O retorno, em 2018, foi com vitória sobre Federer na final por duplo 6/4, conquistando o único Masters 1000 que faltava em sua coleção. Em 2020, Milos Raonic foi o vice do número 1 do mundo, derrotado por 1/6, 6/3 e 6/4.
O tricampeonato veio em 2023, na final mais longa em melhor de três sets da história da ATP. Djokovic venceu Carlos Alcaraz após 3h39m, por 5/7, 7/6 e 7/6. O sérvio era o número 2 do mundo naquele 20 de agosto.
Neste sábado, por volta das 14h (de Brasília), o ex-número 1 do mundo faz duelo inédito contra o argentino Thiago Tirante, 65º do ranking. Djokovic busca a 46ª vitória em 58 jogos no torneio.
“Tenho grandes lembranças desse torneio, embora tenha levado um tempo para meu primeiro título. Foi um obstáculo difícil de ser superado, mas senti um enorme alívio. Recebi um grande apoio aqui, vindo de Chicago e de Ohio. A comunidade sérvia é muito grande. Na verdade, é disso que me lembro das finais de 2023 e 2018: havia muitas bandeiras da Sérvia no estádio. Foi muito legal”, recordou o tricampeão.
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