21/06/2026
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Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, 70, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 por Goiás não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. Preso duas vezes, ele disse que a motivação é ampliar a bancada do partido na Câmara. Além dele, o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha também devem disputar vagas no Legislativo.

Em entrevista, Delúbio defendeu sua inocência e se referiu ao mensalão como “ação penal 470”, número do processo no STF. Para ele, a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Ele admitiu a existência de caixa dois em campanhas petistas, mas negou o pagamento de mesada a deputados. Condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, cumpriu mais de dois anos de pena e recebeu indulto em 2016.

Em 2018, foi condenado pela Lava Jato a seis anos de prisão por empréstimos fraudulentos, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2023. Delúbio sustenta que não cometeu crimes e chama outros presos da Lava Jato de “colegas de infortúnio”. Ele diz não guardar mágoas da expulsão do PT, partido que ajudou a fundar, e foi recebido publicamente pelo presidente Lula em agosto de 2025.

Delúbio afirmou que quer estar no Congresso para ajudar Lula a governar e defende pautas como energia, transporte e educação. Ele propõe a criação de um fundo soberano para a educação básica. Sobre a negociação com o Congresso, disse que o jogo de interesses não mudou. Ele também negou que o retorno dele e de outros petistas às urnas seja uma forma de justiça após as prisões.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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