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Cunha nega irregularidades em emendas e defende ‘interlocução política’

Por Notícias 9 · · 1 min de leitura
Cunha nega irregularidades em emendas e defende ‘interlocução política’
Cunha nega irregularidades em emendas e defende ‘interlocução política’

A defesa de Eduardo Cunha, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou neste domingo, 12, que ele desconhece irregularidades na tramitação de emendas parlamentares. A Polícia Federal (PF) investiga o caso e aponta que Cunha e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, teriam usado a mesma operadora dentro da Câmara para influenciar a destinação das emendas.

Em nota enviada ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, a defesa declarou: "Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha". A defesa também rejeita a tentativa de equiparar a "legítima interlocução política" ao exercício clandestino de mandato parlamentar.

Os advogados do ex-deputado afirmam que ele não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas citadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino determinou o bloqueio de bens de Cunha até o limite de R$ 6 milhões. A Operação Transparência, da PF, indica que esse valor foi destinado por Cunha, mesmo sem cargo eletivo, a municípios de Minas Gerais por meio de 21 emendas do orçamento secreto.

Na decisão de 40 páginas, Dino afirma que as evidências sugerem que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou superior à de parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem autorização institucional.

A equipe de Cunha informou que tomou conhecimento da decisão pela imprensa e que, até o bloqueio patrimonial, ele não foi intimado, ouvido ou chamado para prestar esclarecimentos. A defesa reforça que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor total das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e que a decisão não imputa recebimento de vantagem a Eduardo Cunha.

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