13/04/2026
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Adriane Galisteu desabafa sobre tratamento de síndrome rara

A apresentadora Adriane Galisteu, de 52 anos, compartilhou com seus seguidores como tem sido lidar com a chamada Síndrome do Piriforme. Ela descreveu o tratamento como difícil.

Após uma sessão de quiropraxia, ela falou abertamente sobre o processo. “Estou conseguindo ter mais força. Continuo tratando desde o ano passado, desde aquela crise que eu não andava. Ô coisa difícil de tratar”, contou. Em seguida, fez um alerta: “Agradece a Deus todo dia, [porque você] nem lembra que tem esse troço chamado piriforme”.

Segundo Galisteu, o problema surgiu durante um treino. Ao fazer um agachamento com carga inadequada, ela sentiu uma dor intensa. “Eu fui treinar, fazer um agachamento e errei o peso. Deve ter dado algum enrosco com algum nervo”, relatou. Ela decidiu ir ao hospital para uma ressonância magnética.

“Porque é uma dor chata. Eu já tomei um anti-inflamatório que me ajudou muito, mas eu não estou 100%. Nunca tive essa dor. Uma dor que irradia assim na perna”, completou a apresentadora. Após exames, veio o diagnóstico de uma síndrome que ela não conhecia.

“Fica do lado do ciático, mas não tem a ver com o ciático. É um músculo que fica profundo no quadril, ao lado do ciático”, explicou Galisteu sobre a condição.

O que é a Síndrome do Piriforme?

A condição é uma compressão do nervo ciático causada pelo músculo piriforme. Este músculo fica na região dos glúteos, próximo ao quadril.

Ele é pequeno e profundo, ajudando na movimentação e estabilização do quadril. O problema acontece quando ele pressiona o nervo ciático que passa perto dali. Isso gera dor e outros sintomas.

De acordo com o Manual MSD, a síndrome é considerada incomum. Pode causar desconfortos como dor persistente, formigamento e dormência. Esses sintomas começam nas nádegas e podem se estender pela perna.

Por que é confundida com a ciática?

Um dos maiores desafios é o diagnóstico. Os sintomas se parecem muito com a dor ciática tradicional, ligada a problemas na coluna.

No entanto, a origem é diferente. A ciática comum tem relação com alterações na coluna lombar. Na síndrome do piriforme, o problema está no músculo, e não na coluna. Essa diferença é importante para o tratamento correto.

Sinais da síndrome

A síndrome pode se manifestar de diferentes formas. Alguns sintomas são mais característicos: dor profunda na região do glúteo, geralmente de um lado; sensação de queimação ou dor que irradia para a parte de trás da perna; desconforto ao ficar muito tempo sentado; e piora da dor ao subir escadas, correr ou cruzar as pernas.

Em casos mais intensos, pode haver dificuldade para caminhar ou movimentar a perna.

Quando desconfiar do problema

Alguns sinais ajudam a diferenciar a síndrome. A dor costuma não melhorar com tratamentos voltados para a coluna. Muitas vezes, não vem acompanhada de dor lombar.

O desconforto tende a começar na região do glúteo e seguir pela parte posterior da perna. Diante desses sintomas, a avaliação médica é necessária para um diagnóstico preciso.

Tratamento e recuperação

O tratamento costuma envolver uma combinação de estratégias. Inclui repouso, uso de analgésicos e reabilitação física, como fisioterapia. No caso de Galisteu, o processo tem sido contínuo e exige paciência.

O relato da apresentadora chama atenção para a importância de respeitar os limites do corpo durante exercícios físicos. Movimentos mal executados, excesso de carga e falta de orientação podem desencadear lesões. Ouvir o corpo e buscar acompanhamento profissional são atitudes importantes para a saúde.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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