01/04/2026
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Lamar Odom Revela Teoria de Overdose e Kobe

Lamar Odom, lenda do Los Angeles Lakers, está definido por uma das histórias de recuperação mais milagrosas do esporte. Às vésperas do lançamento de seu documentário da Netflix em 31 de março, intitulado Untold: The Life and Death of Lamar Odom, o bicampeão da NBA está se abrindo sobre sua overdose quase fatal de 2015 de uma maneira inédita.

Em uma entrevista recente, Odom revelou uma nova e chocante teoria sobre o episódio, oferecendo uma visão sobre um momento que quase tirou sua vida e ainda o impacta hoje.

Sobre o motivo de contar sua história completa agora, Odom brincou sobre o pagamento da Netflix, mas afirmou que há um tempo e lugar para tudo. Ele disse não saber por que está relevante no momento, mas entende que, por ser um ex-Laker e a “primeira Kardashian negra”, sempre terá algum destaque nos Estados Unidos.

Odom afirmou que seria um bom momento para contar sua verdade. Ele mencionou que muitas pessoas podem ter entendido errado, pensando que um viciado em drogas foi a um bordel, comprou uma grande quantidade de cocaína e sofreu uma overdose. Ele estava morando em Las Vegas e não tinha uma conexão para obter cocaína na época.

Por isso, ele considera o ocorrido como um atentado contra sua vida. Ele ainda sente trauma com a situação, chegando a pensar se precisa dormir com uma arma debaixo do travesseiro.

Questionado se estava dizendo que foi uma tentativa de assassinato, Odom pediu para refletir sobre o fato de ele não ter usado cocaína naquela noite, mas ter sido encontrado com a substância em seu sistema. Ele disse que não foi um ataque do tipo “poderoso chefão”, mas acredita que alguém sabia de seu vício e de sua fraqueza por drogas e mulheres, e pensou que aquele seria o melhor momento para eliminá-lo.

Ele afirma que essa é a única conclusão a que consegue chegar quando tenta juntar todas as peças. Odom se descreve como um homem que caminha com Deus e ouve muito seu instinto.

Com tudo isso dito, ele espera que as pessoas tirem uma lição de sua história: não usem drogas, especialmente se forem viciados, o que significa ter um cérebro doente. Ele quer salvar seu filho e destaca que sobreviveu a 12 derrames e seis ataques cardíacos, sendo considerado um milagre ambulante por seus médicos.

Ele comparou sua situação com a de um tio que foi oficial penitenciário em Rikers Island e teve um derrame, falecendo em decorrência disso sem nunca mais conseguir se comunicar. Odom se considera além de abençoado, acredita que Deus o salvou porque ele está trabalhando com Ele. Ele acha que provavelmente está aqui para usar sua plataforma e dizer às pessoas que dias melhores virão, especialmente quando se pode estar presente, não preso no vício, e para conscientizar sobre o vício como uma doença cerebral.

Ele refletiu sobre quantas pessoas são afetadas pelo vício, não apenas o viciado, mas também filhos, tios, tias, sobrinhas e sobrinhos. A única coisa que pode parar isso, segundo ele, é a conscientização e fazer as pessoas entenderem que estar presente é parte de viver a melhor vida e agradecer a Deus diariamente.

Sobre a presença de Phil Jackson no documentário, Odom disse que era interessante tê-lo, já que o treinador não costuma participar desse tipo de material nos dias de hoje. Ele se descreveu como um dos soldados de Jackson, tendo aprendido muito sobre meditação e trabalho em equipe.

Para Odom, meditar em equipe, com um dos melhores jogadores da liga na época, levou ao resultado vitorioso no Jogo Sete contra o Boston Celtics.

Questionado sobre o papel de Phil Jackson em sua vida, dentro e fora da quadra, Odom o chamou de professor. Ele relembrou que é um desistente do oitavo ano, tendo largado a escola depois que sua mãe faleceu quando ele tinha 12 anos. Ele citou Phil Jackson e Pat Riley como seus dois professores favoritos em sua jornada no basquete, aprendendo a importância de cada posição na quadra.

Odom também falou sobre seu maior ídolo, Magic Johnson, dizendo que sempre tentou moldar seu jogo baseado nele. Ele expressou o desejo de, se pudesse refazer parte de sua carreira, ter jogado como armador na faculdade para ser draftado nessa posição. Essa era a força de seu jogo, principalmente quando chegou à NBA, lembrando de seu tempo no LA Clippers, onde tinha a bola para fazer suas jogadas e chegou a ser titular como armador em alguns jogos.

Sobre seu tempo com os Lakers ter ofuscado suas passagens por outros times, Odom achou engraçado, pois quando teve a oportunidade de ser incluído na troca que envolvia Shaquille O’Neal, ele poderia ter dito não. Como jogador do Clippers, ele sempre olhava para o outro lado (Lakers) e sabia que teria a chance de jogar com Kobe Bryant, a quem conhecia antes de chegar à NBA. Ele se alegra por ter tomado a decisão certa.

Ele afirmou que quando você é campeão pelo Lakers, você sempre é lembrado e reverenciado na cidade. Ele fez a mudança para Los Angeles aos 19 anos e hoje tem 46, acreditando ter feito a decisão certa ao aceitar a troca, que lhe rendeu dois anéis de campeão.

De volta à comparação entre Phil Jackson e Pat Riley, que ele considera dois dos maiores treinadores de todos os tempos, Odom usou a analogia de yin e yang. Um deles, Pat Riley, te ensina a atravessar a parede. O outro, Phil Jackson, te ensina a mover o mundo com a mente. Ele relembrou a prática de meditação em equipe, especialmente durante os playoffs, e mencionou que Jackson dava livros para os jogadores.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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